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Archive for Agosto, 2012

Definir algo como as férias numa só palavra talvez seja algo fácil, até mesmo banal.Muitas coisas virão à cabeça, normalmente coisas bastante positivas, como prova de um tempo que se espera durante um longo ano de trabalho e de cansaço. As férias são tempo de revigorar, de retemperar, de espairecer…E não pensamos nas férias como o momento para algo de desagradável acontecer…Pois é, mas comigo, nestas férias, os acontecimentos foram sucedendo, quase sem pausas! Vários cenários me surgiram e não é que a resposta a esses problemas foram cabais? Até dei por mim a perguntar-me se me estava a conhecer! Com tal postura, hoje posso afirmar que talvez tenha tido o meu melhor período de férias de sempre! A idade dá-nos maturidade para enfrentar os obstáculos e sabedoria para suportar os maus momentos, transformando-os em coisas positivas!É com este lema que fui observando também as coisas menos boas. Como pedagogo e como pai, vou tentando incutir as mais elementares regras do bom senso e do civismo, mas há uma luta a travar com mentalidades instaladas, mesquinhas e invejosas.
O primeiro-ministro falava há tempos de deixarmos de ser piegas, não discordo totalmente…Ser piegas é uma condição pouco abonatória para quem passa a vida a reclamar, mas depois não faz nada por mudar o estado das coisas. As pessoas reclamam só porque sim! Veja-se o caso dos combustíveis, defini para mim mesmo que ia queimar os quilómetros numa contenção de despesa, ou seja, ir o mais devagar que pudesse, se as estradas e o trânsito o permitissem. Posso dizer que cumpri a missão, mas a quantidade de carros que me ultrapassou a uma velocidade para lá dos limites fazem pensar. Ninguém é moralista nesta matéria, muito menos eu que já fui autuado algumas vezes, mas 20 quilómetros à hora já fazem a diferença, em qualquer circunstância!E pelo que vi, não é ao ritmo da poupança que as pessoas vão. Vão, sim, stressadas, a prevaricar, a ultrapassar, a desrespeitar o próximo (próximo em todos os sentidos…), em constante violação das regras, numa condução à campeão e com cronómetro!Enfim, a mentalidade que teima em não mudar!Vi de tudo, velhos e novos…Paragens em fila, abertura de portas, deixar o volante para se ir urinar (deixando os outros à espera), pendurar-se nas portas, ultrapassagens no limite, em dupla contínua…Sinceramente, estrada a ferro e fogo! Depois, cada vez mais comprovada a má situação das estradas e a débil sinalização!Neste tema, vejo as situações piorarem…Ah! E não faltam auto-estradas às moscas como que a quererem dizer que os elefantes brancos estão a prosperar no nosso país!
Pelo sul, mais estrangeiros e menos portugueses. Estrangeiros com poder de compra e portugueses a admirar, como não seria de estranhar!De registar as boas condições das praias, contrastando com algum desleixo aqui para o norte, não querendo ser injusto, claro, com autarquias que fazem pela vida!Também os preços de serviços básicos estão em valores normais contrastando com os valores praticados pelos apoios de praia aqui pelo norte. As coisas estão complicada, mas não é pressionando que se chega ao lucro. Dantes, pressionava-se para obter lucro fácil. Agora pressiona-se para não fechar…É o estada actual das coisas!
No que toca a gastronomia, uma boa refeição na Adega 25 de Abril em Beja e um excelente repasto no Primo dos Caracóis em Olhão! Excelente mesa, excelente companhia, excelente preço!Nada mais se pode desejar…Conclusão? A regressar um dia!
Relativamente ao descanso, muita praia, cuidada e limpa, com sinal mais!Aqui pelo norte, alguma falta de limpeza e muita falta de civismo das pessoas, deixam lixo e uma coisa que me repugna, as famosas beatas…
Por outro lado, tenho abusado dos piqueniques. Uma solução para enfrentar a crise, que nos oferece descanso e um óptimo tempo passado em família!Sem palavras!E são muitas as famílias que recorrem a este passatempo!Pena que muitas, na senda da falta de civismo, reservem mesas em espaço público, aparecendo à hora que bem lhes apetece, muito naturalmente chegando, como se não se passasse nada!Infelizmente, há disto, mas há quem consiga desequilibrar a balança! E ainda bem!

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