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Posts Tagged ‘Cultura’

Relatividade…

É relativo. Eu, por exemplo, estive em Barcelona e não visitei o Camp Nou. Estive em Madrid e não visitei o Museu Thyssen. Barcelona é uma cidade com mais turistas por ano que Bilbau. É normal que muitos aproveitem para visitar o estádio. Quanto ao Museu Thyssen talvez se torne mais difícil de compreender. Também não visitei o estádio do Real Madrid sempre que fui a Madrid. Não era minha prioridade.

Há poucos dias surgiu um estudo europeu que referia que os portugueses gastam tanto em gastronomia como os checos gastam em cultura. Penso que isso é mesmo uma questão cultural. Somos um povo que adora conviver à mesa. A questão maior pode estar se não se podia perder mais tempo com a cultura em si…

Camp Nou recebeu mais visitantes do que o Museu Thyssen ou o Guggenheim.

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Acordo ortográfico

Um excelente texto a definir o acordo ortográfico. Na visão online.

Um cê a mais

 Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. São muitos anos de convívio

Manuel Halpern
16:54 Segunda feira, 4 de Out de 2010
 
 

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo?  Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em ‘há de’ há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

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Está tudo de acordo?

Pois é, enquanto andamos por ai centrados no Acordo Ortográfico, outras situações se levantam. E neste caso, é a oralidade, o português falado que pode estar a ser maltratado. Voltarei com tempo a esta temática. Para já, como forma de reflexão, deixo aqui um excelente artigo que saiu no Público. Pensemos pois…

 

Já se “focalizou” no português que anda a falar?

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